“Que devo fazer para ser salvo?”
Há um grito à meia noite. Os prisioneiros, com olhos esbugalhados e rostos pálidos, agacham-se assombrados e alarmados por todos os lados. A grande cidade dorme. Lá fora tudo está calmo e quieto. Há um silêncio como o da morte. As estrelas brilham com intensidade; a lua envia um dilúvio de luz; trevas intensas dominam o interior da prisão e a noite longa e escura prossegue.
Mas escutem: Que som é aquele? Cântigo, e – pode isso ser possível! – que vem da prisão. Que significa isso? Prisioneiros cantando, e a meia noite! Quem pode ser? Aproximemo-nos. Muito de mansinho! Ah! Ei-los. Pode vê-los?
Dois homens acorrentados na cela interior, com os pés presos no cepo, podendo fazer muito pouco movimento. Mas, ó que rostos! Como brilham! Que alegria maravilhosa! E eles estão cantando, cantando numa cela de prisão. E os outros – que cena! – homem após homem, acordando de um sono, levanta-se nos cotovelos e escuta. Sim, escutam, com indagação e espanto, ao som mais estranho que jamais haviam ouvido.
De repente, como movida por mão sobrenatural, a terra começa a tremer e ser sacudida. Um poderoso terremoto. As portas se abrem, as algemas e as correntes caem; o canto cessa e os prisioneiros, saltando sobre seus pés, correm do edifício perigoso.
“Que devo fazer para ser salvo?”
É o grito de uma alma perdida. Ele vem dos lábios do carcereiro, quase dominado totalmente pelo medo. Ele acorda. O cântigo entra pelos seus ouvidos. Ele se aquieta e escuta. O terremoto vem, e, a semelhança de um louco, salta do leito, verifica os prisioneiros por todos os lados, desembainha a espada e prepara-se para mergulha-la no corpo, quando, do profundo daquela escuridão, uma voz grita: “Não te faças nenhum mal, que todos aqui estamos!”
Ele conhece aquela voz; sabe que a voz do grande apóstolo Paulo, o servo de Jesus Cristo. É a voz que havia enraivecido toda a cidade de Filipos; a voz que havia retumbado através da prisão, com cântigos de louvor, há poucos momentos atrás. Ah, sim, o carcereiro a conhecia bem! E lança-se aos pés de Paulo em agonia de espírito e dá o grito que ecoa à distância, no ar da meia noite.
“Que devo fazer para ser salvo?”
Esse é o grito de milhões de corações. Durante todos os séculos ele tem soado, as vezes com certeza e calma, outras vezes em desespero. É o grito do leito de morte; o grito da almas amaldiçoadas pelo pecado. Não o tem você ouvido? Não o conhece por si mesmo? Assim você já o ouviu. Você o conhece bem. Ele tem vindo do seu próprio coração. Vá para onde quiser e ele o seguirá. Lute como puder, mas ele o enfrentará, pois, exige uma resposta. Sabe você por que? Escute: “A alma que pecar morrerá”. “O salário do pecado é a morte”. “Todos pecaram”. “Todos nós temos andado desgarrados como ovelhas”. É porque você está perdido – perdido, perdido, perdido! Ó que você possa enxergá-lo! Perdido aqui, perdido depois. Nem céu, nem queridos, nem Salvador, nem felicidade; mas inferno e Satánas, separação e noite eterna. “Ó, o não ter-se esperança em Jesus!”
Perdido! Sim, mas, graças a Deus, você pode ser salvo, isto é, se quiser, pois Deus não vai salva-lo contra a sua própria vontade. “E não quereis vir a mim para terdes vida”, disse Jesus. “Quantas vezes quis Eu, e vós não o quiseste!” Somente a sua própria vontade pode barrá-lo. Você tem o poder de escolher. Se quiser a vida eterna, poderá tê-la.
Venha, pois, e tome o seu lugar sincera e humildemente perante Deus, como um pecador perdido e culpado, e deixe que o grito do carcereiro de Filipos, que ecoou através da noite, “Que devo fazer para ser salvo?” brote do seu coração agora, e a resposta pode vir para você tão rapidamente como veio para ele, há tanto tempo: “Crê no Senhor Jesus Cristo, e serás salvo,” Atos 16.30-31.
Quer fazê-lo? Faça-o e faça-o AGORA.
João 3:16 diz: Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.
Modelo de oração para aceitar pela fé, Jesus Cristo como Salvador:
Pai, eu me arrependo dos meus pecados e confesso que sou um pecador, creio que o Senhor Jesus Cristo morreu na cruz do calvário, onde derramou seu sangue, pelos meus pecados, e que ressuscitou para a minha justificação. Senhor Jesus eu Te aceito e Te confesso como meu Salvador pessoal, vem e habita dentro de mim, no meu coração, eu decido viver para Ti.
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